sexta-feira, 30 de novembro de 2012

J.G.de ARAÚJO JORGE não foi esquecido...


O verbo Amar
J. G. de Araujo Jorge

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente. 
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente
sente que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida vivendo e eu vou te amando

Te amar: é mais que um verbo, é a minha lei.
E é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei.

*            *            *

Esse post - texto e ilustração - é da página 'Lua de Proverbia ', no Facebook. Trouxe para cá, e não para o Ouriço, porque tem a ver com história pessoal.  Verdade.

Lá pelos idos da adolescência formamos um grupinho mais ou menos seleto daqueles que liam muito, conversávamos sobre o que líamos e falávamos de nossas preferências pelos escritores.

Pois bem, o autor do poema acima, com esse nome aliterado (j.g., além de Araújo e Jorge!) não era dos mais apreciados, talvez por ser simples, direto e apaixonado.  Estávamos naquela fase de esnobismo intelectual, hahaha!

Gostávamos das aulas de Português mais pelos textos literários que nos levavam ao mundo 'dos adultos'; Machado de Assis imperava com suas histórias de traição, descrença, cinismo e amores mal resolvidos; Álvares de Azevedo com seus poemas de amor desesperado e irrealizado, e por aí....

Nosso grupinho era um pouco fechado: rapazes e moças que haviam brincado e crescido juntos.
E agora? "E agora, José?"  Estávamos na fase dos namoricos, das paquerinhas e todos nos sentíamos um pouco  traidores quando nos interessávamos por alguém  de fora  do grupo.
É claro que isso não impediu ninguém de namorar os 'de fora'. Aliás, só se formou um único casal dentro do grupo. E não foi para sempre.

Aconteceu de uma das meninas receber um bilhetinho com esse poema - exatamente esse - e o mais interessante: de alguém do grupo, que dizia não gostar do sentimentalismo do poeta.
Não, não fui eu a contemplada... ficamos todos sabendo porque o tal bilhete passou de mão em mão... Ô juventude cruel!... O rapaz se declarando tão timidamente e a garota malvada rindo e mostrando a declaração pro resto do mundo...

O que houve depois?  Nada... nem briga dentro do grupo. Na-da! Ficou o dito pelo não dito. Virou só uma brincadeira de mau gosto. E nunca mais se tocou no assunto.

Ao encontrar o poema no facebook lembrei-me do episódio, só isso... (hehehe...)



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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

DE NOVO... - Graciliano Ramos na berlinda


G.Ramos - por Hugo Braz

Garranchos raciais de Graciliano Ramos  (trechos)
Ivan Cláudio – Revista Isto É, 2241, 24/10/2012


Pensamentos e visões de mundo têm como limite o horizonte cultural de sua época. Por isso, não são eternos, mudam.

O perigo, ao se fazer uma leitura contemporânea das ideias tornadas públicas por um autor no passado, é esquecer que o contexto em que ele opinou sobre determinado assunto era outro.

Após a polêmica em torno do possível racismo de Monteiro Lobato, um risco semelhante paira agora sobre outro escritor, entre os menos visados: o alagoano Graciliano Ramos, cuja obra sempre se pautou pela denúncia e pelo combate das mazelas sociais.

(...)

Ao assumir a defesa dos negros, Graciliano desanca o mulato, pintado como traidor das origens. Condena o seu “embranquecimento” e estende a pena ferina também aos índios:

“Quando não se julgavam suficientemente clareados, os mulatos sempre se disseram caboclos, descendentes de uma raça de civilização inferior à de seus pais, mas que não tinha suportado a escravidão. Numa época em que a mania nacionalista fazia toda a gente se orgulhar de ter sangue índio, isso os aproximava dos brancos.”

A leitura atenta desse ensaio, contudo, alinha elementos de sobra contra a acusação apressada de racismo por parte do autor de “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere”.

Esse é o limite de nossa época politicamente correta: grandes polemistas como Graciliano ou férteis ficcionistas como Lobato são hoje lidos com a lupa paranoica do policiamento.

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Postagem "Monteiro Lobato sempre", neste blog

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pensando sobre "O mágico de OZ"



"O mágico de Oz"

Do escritor norte-americano L. Frank Baum um livro meio esquecido, e eu aqui a vasculhar as memórias do que já li há tanto tempo...

Esse livro deu origem a um lindo filme de 1939, com Judy Garland (mãe de Liza Minelli) no papel principal.
A música desse filme é muito conhecida e muito bonita também: “Over the Rainbow” (gravada, na época, pela própria Judy Garland)



É a história de Dorothy uma garotinha órfã que vive com seus tios no estado do Kansas (EUA). Sua casa é atingida por um furacão e tudo se vai: a casa, o cachorrinho Totó e a menina, que fica sem os seus sapatinhos.
Quando cessa o furacão, Dorothy e seu cãozinho se vêem num mundo de criaturas fantásticas, em lugares lindos e inconcebíveis.
Aparecem, então, personagens incríveis e simpáticos que logo se tornam amigos de Dorothy: um Espantalho, um Homem de Lata e um Leão covarde.  Cada um fala de seus sonhos, de seus desejos. Ficam sabendo de um mágico que poderá ajudá-los e resolvem empreender uma longa viagem para encontrá-lo.
Dorothy deseja voltar para casa e não sabe o que fazer; o Espantalho deseja ter um cérebro; o Homem de Lata quer ter um coração e o Leão quer se tornar corajoso.
A história se desenvolve com muita aventura, muita coisa estranha acontecendo e prendendo a atenção do leitor. É muito interessante.

A intenção é nos fazer valorizar o que recebemos da vida e saber que quando olhamos para dentro de nós mesmos percebemos que podemos pensar, sentir  e sonhar.

Eu, volto a lembrar Guimarães Rosa: “... o que a vida quer da gente é coragem.”

Basta-me saber o motivo de ter escrito isso aí. Coragem, sempre tive. O que me falta - confesso - para 'me dar bem' no mundo de hoje é cara-de-pau.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES..." (Camões)




Num encontro casual, dia desses, uma sobrinha  me trouxe notícias de um amigo. Moramos em cidades muito próximas, mas não nos vemos - esse amigo e eu - há muito tempo. Fiquei contente em saber que ele está bem e se lembra de mim com carinho.

Tenho uma trajetória esquisita : encontros e afastamentos sem despedidas. Deixo-me levar pelas circunstâncias, não questiono o motivo de várias, várias vezes, a roda girar e eu me encontrar em lugares e situações sempre novas, tendo que me adaptar a essas mudanças. E me adapto bem.

É um exercício e tanto e me prendo às palavras de Cecília Meireles numa possível explicação: "A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade." 

Verdade, só não sou capaz de definir com essa agudeza de espírito, com esse toque refinado da poesia. Talvez por isso eu goste tanto dos poetas e escritores; talvez por isso eu passe tanto tempo em companhia deles.
Ali encontro "não a explicação (duvidosa) da vida, / mas a poesia (inexplicável) da vida...." (Drummond).



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terça-feira, 20 de novembro de 2012

'CONSCIÊNCIA'...SÓ




Quer saber? Nem entrei no Facebook ainda, porque sei que estará 'recheado' de post sobre o assunto.

Sinceramente, não vejo a menor diferença - qualquer diferença - entre os humanos. Formamos uma sociedade esquisitíssima em relação às do mundo animal - aquele considerado irracional.

Somos, isso sim, arrogantes, insensatos quando pensamos nos diferenciar - entre nós mesmos, olha que loucura - por uma questão científica: a pigmentação, a melanina, sei lá como se chama essa coisa que colore a nossa pele e descolore a nossa percepção;  por essa coisa - acho que também pertence ao ramo da ciência - que define nosso gênero (GÊNERO, viu?) ;  por essa coisa que nós mesmos inventamos - qual o nome mesmo? educação? instrução? - e que traz em seu bojo aquela outra coisa inominável correspondente a endeusamento ou desprezo por uns ou por outros.

Se pretendemos 'evoluir' - ai, que termo chavão! - talvez devêssemos aprimorar nossa "Consciência", só.
Atenção para a palavra "Consciência" - a ciência compartilhada (compartilhar não é só no 'face' , não); a Consciência de que viemos todos de um mesmo lugar e - a única certeza dos humanos, haha! - iremos todos também para o mesmo lugar.

No intervalo que nos foi concedido, poderíamos tentar algo melhor, não? Viver EM PAZ, por exemplo.


domingo, 18 de novembro de 2012

VOCABULÁRIO NA FAMÍLIA


Manuela

Ontem, sábado, minha filha caçula e sua família vieram para um lanchinho com a vovó. Adoro receber minha família. Brincamos, rimos, dançamos e conversamos.

Gosto de comentar esses momentos, porque eles passam, são aparentemente comuns na vida de qualquer avó, mas ao mesmo tempo sempre são únicos para cada uma de nós.

Os genros sempre me apresentam a novidades tecnológicas e embora eu não entenda ou demore para aprender a lidar com elas, fico feliz em ter tempo de conhecer essas geringoncinhas.
Foi a vez de um aparelhinho - HD qualquer coisa - que possibilita ver fotos do arquivo do computador na tela da TV.

Pois bem, estávamos curtindo as fotos mais recentes com os netos Manuela (8 anos) e Francisco (1 ano agora, no próximo dia 21), quando a Manuela, como toda garota esperta (e será uma mulher esperta, aposto!) começa a se "depreciar" nas fotos, em busca de mais elogios:
- Olha, vovó, como estou feia...

(Eu, incentivando seu charme e aguçando seu senso de ironia - não sou mesmo avó convencional, hahaha!!!), retruquei: - Huumm... é mesmo, está horrível, né, minha linda?

E ela, implacável:
- Eu sou PATÉTICA!

Rimos muito, os pais surpresos com a nova aquisição vocabular.

Mantenho registrado esse tipo de gracinhas dos meus netos desde o primeiro (Henrique, hoje com 22 anos); algum dia, trarei para o blog uns escritos antigos.


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sábado, 17 de novembro de 2012

"CUMA?! "


Recebido por e-mail, pode?  O senso de humor dessas minhas 'colegas'... (hahaha!!!)




Avisos paroquiais

AVISO AOS PAROQUIANOS
Para todos os que têm filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.


O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.

Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.



Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!


Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.


O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia
.

O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições.

Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados
.

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LEITURA - autora contemporânea Fal Azevedo




Iniciei a leitura de um dos livros da Fal Azevedo. Nossa amiga Claudia me enviou - conforme o prometido (viva! promessa cumpridíssima) - os quatro livros: 'Crônicas de quase amor', 'O nome da cousa' (crônicas e textos avulsos), 'Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite' (romance), 'Sonhei que a neve fervia' (romance).

Decidi começar pelo primeiro romance que traz uma técnica interessante de duas narrativas se entrecruzando num mesmo enredo, graficamente apresentadas com letras menores e maiores codificando tempo passado e tempo presente. Não se trata, entretanto, de 'flashes-back'; funcionam mesmo como duas histórias; são compartimentos estanques, independendo uma da outra ou em certos momentos se completando.
É preciso uma certa habilidade de leitura (prática, mesmo), infelizmente não muito comum nestes tempos de absorção de informações  sempre rápidas e objetivas.

Devo dizer que esse meu comentário nada tem a ver com resenha ou resumo ou sinopse de nada. Não me atreveria a tanto. Por isso, nada de revelar a trama, nada de falar de personagens, nada disso.

Aqui no blog escrevo para mim, mania esquisita cultivada desde menina, quando nem se sonhava internet.
São os meus velhos cadernos, anotações, observações, considerações que fazia enquanto era construída minha individualidade. Apenas de um jeito mais fácil, graças à tecnologia que, como digo sempre, em alguns momentos me ajuda e em outros me confunde.
É só a minha visão de mundo.

Estou terminando de ler - falta só um pouquinho, mas gostaria de destacar alguns trechos:

..."Tudo nos assusta e imobiliza, o insondável nos habita, o inominável nos cerca, o inexorável nos governa, então que tal inventarmos uma teoria que dê a ilusão de manter o caos afastado, que desvie nosso olhar? Se a teoria puder ser chamada de "ciência", ótimo.  Se a teoria puder ser chamada de "religião", "astrologia" ou "terapia holística", tanto melhor."  p.118

"A cada 100, 200 anos, surge um novo gênio que muda os paradigmas.  Pode demorar, mas acabamos acreditando nele, no que ele diz e nas coisas que ele prova. Qualquer coisa que nos salve deste espanto, deste susto que é estar vivo, nos atrai."  p.119

Pode-se encontrar também o humor gostoso que defino como aquele que "arde mas não fere", nos acontecimentos mais corriqueiros do cotidiano simples, por exemplo:

"E-mail da Lucila: 'Oi, querida. Até a semana passada eu tinha uma máquina de lavar que pensava que era um helicóptero, fui lá nas Casas Bahia e fiz um carnê (que apesar dessa minha pose, sou pobre e adoro um carnê).  Agora tenho uma máquina que pensa que é um criado mudo, silenciosa de tudo, eu fico lá, igual mãe recém-parida, toda hora vou checar se a bichinha tá funcionando.  Dona-de-casa não tem sossego., Beijos, amore. Te amo. Lucila.' "  p.127

A ironia contundente:

"Dei uma entrevista na TV para divulgar o vernissage.  Em pânico, atordoada, fui maquiada e solta debaixo de umas luzes furiosas.  A entrevistadora transformou todos os meus defeitos em atrações especiais.  Depois de ser entrevistada por ela, não moro mais no bairro pobre de uma cidade pequena.  Moro num 'refúgio à beira-mar'. Não sou mais esculhambada, sou 'despojada, blasé e chique'.  Meu alcoolismo, meu ostracismo profissional, a morte da minha filha e todas as merdas pelas quais já passei foram 'experiências marcantes, que me ajudaram a amadurecer 'enquanto artista e enquanto ser humano a nível emocional '. Eu juro por Deus.  Enfrentarei a exposição tentando me sentir não esquisita, mas 'excêntrica'.


Em algumas passagens, o texto é composto com os chamados clichês, provérbios, partes de textos publicitários, ditados populares, tudo aparentemente  sem nexo.
Há um turbilhão na mente da personagem que tenta se entender e se completar para se recompor existencialmente.
Esses chavões enfileirados remetem a sua infância, sua adolescência, seu aprendizado social, os amores vividos, enfim, toda a sua formação e - por que não? - a de todos nós. Em algum momento de nossa vida, todos já ouvimos ou dissemos essas frases:

"O mundo vai acabar. Eu nunca mais falo sobre isso. Quem te viu quem te vê. Contém flúor. Diz obrigada pra tia. Seu cabelo ficou uma seda. Siga as instruções. Se você não fizer, alguém fará. Ouça a voz da razão. Faça bom proveito. Ela tem cabelos naturalmente encaracolados. Ele é bom n que faz. Só faço isso porque te amo. Caiu como uma luva." p.111
(...)
"Somos apenas bons amigos. Você deu sorte. Eu estou me acostumando aos poucos. Dá licença, por favor. Quebra um galho aqui pra mim? Eu não aguento mais. Não fale comigo nesse tom. Queria que você se lembrasse de tudo como eu me lembro. Tudo o que é meu é seu. Foi a melhor ideia que você já teve. Vamos para um lugar mais calmo? Foi um golpe de sorte.  p. 111

Essa tempestade cerebral continua em trechos das páginas 112, 113 e 114.

Para mim, lembranças das aulas na faculdade quando estudávamos as classificações do discurso ( o 'indireto livre', o monólogo interior...).
Um excelente e agradável exercício de leitura, ao qual me proponho com muita satisfação. 
Talvez eu esteja precisando desse distanciamento da realidade que só a boa literatura ficcional pode, com talento e sensibilidade, nos proporcionar.

Há momentos também de profundo lirismo, de profunda dor, sempre descritos em perfeita comunhão com o desencanto e desespero da pesonagem.

Uma frase pequena, mas que dói:  "Um dia eu vou fazer sentido."

De todo modo, o que pretendo é registrar a boa surpresa e a admiração por essa autora.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ALBERT EINSTEIN



"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade: o mundo terá apenas uma geração de idiotas". 
Albert Einstein


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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ANTIPÁTICA...essa eu



Em dias nublados assim
aproveito para um passeio
ao redor de mim.
(Sueli, 13/11/2012 - terça feira - ontem)

Pois é... tempo nublado, chuvoso mesmo, desde ontem. Preciso sair e não me animo. 
Aliás, publicaram no facebook um quadrinho que diz alguma coisa como "Fico tanto em casa que já me confundo com os móveis". Sou eu.

Continuo queimando a minha língua em relação à rede social - tenho que passar por lá, afinal é a melhor maneira de comunicação com o pessoal (familiares, amigos, conhecidos).  Verdade. 
Não estou resmungando - ainda - estou só constatando. Se eu quiser saber das filhas, dos netos... Facebook.

O mundo, a vida moderna, sei lá que bicho, está engolindo as pessoas. E estou achando pra lá de chata essa conversa do 'estou na correria'; assim, para evitar que atrapalhe o povo, entrei na roda.
Quer saber de mim? Facebook (às vezes, porque o servidor aqui em Itatiaia continua aquela porcaria).  Não quer? Que alívio!  Estou mesmo precisando selecionar melhor meus contatos.
Convívio físico, só  o inevitável, o que a 'noblesse oblige', apenas e somente.  Mesmo porque admito que muitas vezes, por ingenuidade, não percebemos o desconforto do outro disfarçado em sorrisinho falso.
Estou me adaptando muito bem à nova ordem: a onda agora é 'teclar'. Tecla pra tudo quanto é lado... aliás, estou atrasadíssima - como sempre - em termos de tecnologia... a onda agora é 'passar o dedinho', pra baixo, pra cima, pro lado.. nas inúmeras telas de tudo quanto é aparelhinho que nem sei o nome e de tudo quanto é tamanho. É o "touch screen".

Assim, repito, fico ao redor de mim. 
Queiram ou não, considero-me uma pessoa bem interessante. 
Tenho muito o que fazer, sim, embora muita gente pense que não. E o que é melhor: faço quando quero, quando estou "a fim de".

Estou rindo sozinha - não é tão ruim quanto pensei - e quando sinto que posso, compartilho (hahaha! assimilei o verbo facebookiano, não é demais?). 

Vamos lá: dia desses, li - na rede social, uai, onde mais? -  o seguinte: " - Gente, nós aqui pensando que balada era uma gíria moderna, criada pelos jovens, e descubro que existe uma música da cantora Ângela Maria que chama Balada Triste!"  

Triste nesse momento é saber ler... Mas os 'fisólofos' da mesma rede dizem que a gente precisa transformar a tristeza em alegria, então... tá transformado.

Ainda assim, tentei arrumar a (des) informação. Porque sou enxerida, porque sou maluca, porque parece que gosto de pagar mico... Eu tô precisando é de um cadeado na boca... na boca não, que agora eu quase nem falo, apenas 'teclo' (esse verbo é uma bosta... prefiro 'digito' que rima com 'vomito').  Nossa! Tô também escatológica.

Vou tentar ser justa: a rede também me proporcionou "conhecer" gente da melhor qualidade, do melhor estilo e tenho aprendido muito, isso é verdade. E é com essas pessoas que posso compartilhar o meu riso.

***

E os professores, hein?  Estão 'dando linha', estão se sentindo cansados, desanimados... Novidade...

Bem, é outra conversa, para outra hora.  No momento,  quero continuar rindo.

sábado, 10 de novembro de 2012

ATÉ QUE ENFIM...

Gostei muito deste artigo (transcrito abaixo)  encontrado em "Blog Profissão Jornalista", de Ana Magal. Ela escreve com simplicidade e esse texto vem corroborar o que penso.

Quando criei o primeiro blog - Ouriço Elegante - foi por incentivo de uma amiga, que já tinha um, ao saber que eu também colecionava textos que me chamavam a atenção. 
Aliás, comentei isso nas primeiras postagens do Ouriço. 
O título veio por causa de um livro que estava lendo na época: "A elegância do ouriço", de Muriel Barbery, e do qual gostei muito. 
Este segundo blog, como também já expliquei nas primeiras postagens, foi apenas para separar um pouco a vivência prática cotidiana, das leituras que faço de outros escritos.

Nunca tive a pretensão de ser lida por milhares, centenas ou mesmo dezenas de pessoas. 
Agradeço, sim, a quem se interessa em ler o que escrevo porque essa escritura reflete um pouco da pessoa que sou, do que penso, do que vivo e o reconhecimento como criatura existente em algum lugar do planeta é alentador para qualquer ser humano. Sempre nos preocupamos em não estar sozinhos, não é mesmo?

Além disso, com todas as coisas deste complicado mundo tecnológico, muitas vezes me embaralho com as tais configurações. 
Descobri, por exemplo e por acaso, que meus blogs estão com problemas para que as pessoas se cadastrem - aquela história de 'seguidores' (não concordo com este nome, prefiro 'amigos').  Segui o indicado e enviei e-mail - vários - para o blogger support, que não me deu a menor atenção. Desisti de pedir ajuda mas continuei a postar.

Quanto ao artigo citado, tenho apenas uma ressalva quando a articulista diz: "Pego como exemplo uma pessoa de terceira idade que quer apenas dividir histórias, dar dicas de passeios ou artesanato."

Sou uma pessoa "de terceira idade" (acho também esse termo bem preconceituoso), nada contra passeios e artesanato, mas penso que tenho outros temas para expor, comentar, compartilhar, sei lá... o que me mantém um pouco mais ocupada, além dos cuidados pessoais e com a família, que no meu caso não é pequena.
Minhas filhas, genros e netos me incluem em suas vidas sim; acredito não representar um 'peso' para eles, ainda, graças a Deus.

É claro que na 'terceira idade' os amigos vão rareando por muitos motivos: alguns envelhecem mal, não querem mais visitar nem receber visitas, não se animam a nada; outros, continuam na lida, ocupados em ganhar (?) a vida; sem falar nos que morrem - óbvio - e nos que morreram sem saber quando abandonaram o interesse pelo mundo, que embora não seja lá grande coisa, ainda é o que temos.

Dito isso, vamos ao artigo, que é interessante.


Os blogs nossos de cada dia



Nos últimos dias estive lendo alguns blogs voltados ao próprio tema, esses que “ensinam fazer blog”, e alguns pensamentos me vieram à cabeça. Um deles foi o querer saber quando que escrever um blog deixou de ser divertido para ser algo obrigatoriamente regrado, vendido, tabelado e muitas vezes chato. Isso ficou martelando em minha mente e hoje ao ler um post no blog Dinheiro Mais percebi o quanto o mundo virtual mudou e muitas vezes me pego achando que para pior.

No texto intitulado “Os pecados de um blogueiro sem experiência”, o autor Mirko Filipovic (que digo de passagem: não o conheço e não estou falando da pessoa e sim da opinião dada) fala sobre os erros que os blogueiros iniciantes cometem. A parte que mais me chamou a atenção (e confesso, me incomodou) foi quando ele falou sobre “começar um blog com estratégias erradas”. Pensei comigo mesma: “Estratégias erradas? Mas para quê eu preciso de estratégias para montar um blog?”.

Ele falava que o mais importante era ter um visual atraente e boa visitação. Completou dizendo que por ser iniciante não teria “conhecimento” e que isso seria o grande problema fadando o blog a um fracasso. Choquei quando li isso. O meu choque foi perceber que assim como o autor muitas pessoas por aí transformam algo que começou há quase 13 anos como uma forma de expressar seus pensamentos em algo completamente comercial.

Não estou aqui fazendo demagogia e dizendo que é errado “ganhar dinheiro com blog”. O que quero dizer é que hoje em dia todo mundo só quer um blog para ter dinheiro e nada mais. O prazer de escrever, de se expressar, de dar uma opinião, de colocar a cara a tapa, ficaram em segundo plano.

Quando comecei nesse mundo blogueiro, há 12 anos, a maioria de nós queria se divertir, dividir um pouco do seu dia-a-dia com os amigos, que muitas vezes moravam longe, e que aquele era o espaço de libertação de pensamentos. Para algumas pessoas, como eu, uma forma de terapia. Para outros, um jeito de mostrar seu trabalho ainda desconhecido. Mas no final, todos tinham como base de importância a mesma coisa: divertir-se.

É claro que não sou nenhuma idiota e sei que o hoje é a era da tecnologia e que a internet é a principal fonte de renda de muitas pessoas no mundo inteiro. A cada dia que passa mais empresas nascem exclusivamente com serviços online. Mas estipular regras do porquê você é ou não um bom blogueiro, classificar em ranking os conteúdos e tentar impor parâmetros a algo que foi criado para entreter é difícil de aceitar em minha mente.



Ok, ok! Devo estar “ficando velha” e tenho que começar a entender que a nova geração é em velocidade cinco, “tudo prá ontem”. Mas não consigo ainda conceber em minha cabeça porque essa “obrigação” de que aqueles que possuem um blog tem que necessariamente ter muitos visitantes, ganhar pontos de visibilidade, crescer no ranking do Google e ganhar milhares de dindins no Ad-Sense. Cadê o escrever por escrever? Cadê o “simplesmente por para fora”?

Entendo que os blogs corporativos necessitam de uma estratégia para se iniciar, mas um blog pessoal? Fico lembrando do meu primeiro blog (Kero Kollinho) e tento captar uma imagem mental onde ele se encaixaria hoje nesse novo contexto de “blogs profissional”. É isso que não consigo aceitar.

Antigamente os blogs que falavam de blogs eram para ajudar a mantê-los mais bonitinhos, colocar formulários de mensagens eficientes e tal. Hoje, os chamados “metablogs” dão verdadeiras aulas de marketing, iniciação em gestão de negócios e outras inutilidades que para a “pessoa comum” não faz a menor diferença.

Pego como exemplo uma pessoa da terceira idade que quer apenas dividir histórias, dar dicas de passeios ou artesanato. Será que ela estaria interessada em discussões intermináveis de “quem não usa WordPress não é visto” ou “você precisa se organizar para postar”? Claro que não. Eles querem apenas escrever, dividir, serem ouvidos por qualquer um e não por um “bam bam bam” da empresa X ou Y que estariam interessados em “patrociná-los”.



Mas aí você poderia vir dizer: “'Mas Ana, você coloca anúncio do Ad-Sense em seu blog’ ou ‘você já ganhou/ou foi indicada a prêmios por conta dele’ e agora está aí reclamando?”. Não é bem por aí. Quando comecei a blogar fiz como terapia porque precisa colocar para fora coisas que me incomodavam e não conseguia expressar em palavras. E sim, se esses desabafos me levaram a ganhar ou ser indicada a prêmios foi por mérito da minha exposição como pessoa e não por “estratégias de venda”.

Quando escrevo um texto para um cliente é óbvio que uso estratégia e técnicas, mas quando venho aqui ou no meu outro blog, o Feminina Plural, é para colocar para fora algo que quero dividir, mas que na maioria das vezes transformar em palavras audíveis se torna impossível. Por isso, me incomoda quando leio os “metablogueiros” dizendo que eu “sou obrigada” a escrever N posts por semana, pesquisar profundamente o que vou falar, usar táticas estratégicas para subir em rankings de visibilidades. Não, eu não sou obrigada a nada disso.

Gosto de escrever nos meus blogs quando estou com vontade. Se não tenho, não escrevo e ponto final. Não me importa se eu tenho somente 100 leitores fixos ou 10 mil. Se eu não tivesse nenhum (como já foi o caso há 12 anos) eu continuaria escrevendo da mesma forma que escrevo hoje: com o coração. Não gosto de ser “obrigada” a exercer um prazer. Porque se eu fizer isso ele se tornará um dever e não foi com esse intuito que eu e milhares de outros blogueiros começamos a escrever há mais de uma década atrás.

Nada contra nenhum dos metabloggers, principalmente o citado. Até porque, acompanho o trabalho de muitos deles. Mas gosto de pensar que cada pessoa tem seu ritmo de evolução e não é somente de “números” que vivemos, seja no mundo on ou off-line. Não somos “iguais”. E essa desigualdade de pensamento é que faz cada blogueiro, a seu modo, ser especial.

Fico imaginando se a Rosana Hermann ficasse seguindo cegamente “regras bloguísticas” o Querido Leitor seria o sucesso que é. Claro que não. O que fez do QL um sucesso é a simplicidade como ela fala aquilo que sente, o “contar o dia-a-dia” e fazer daquele leitor anônimo parte da vida dela. E nessa escola de simplicidade blogueira outros seguiram o caminho e conseguiram unir a expressão ao mundo atual sem forçar barra das exigências atuais, como a Samantha Shiraishi, do A Vida Como a Vida quer, que escreve textos patrocionados e textos inspirativos com a mesma emoção, como se tivesse sentada na sala com as amigas em um gostoso bate-papo.



Por isso, o único “conselho” que dou aos blogueiros novatos é: escreva com o coração. Não importa sobre o quê, nem quantas vezes por semana e muito menos em que plataforma, só escreva com sinceridade e você será reconhecido por sua forma natural de mostrar quem você é e o que pensa. Quebre esse paradigma de que “temos que seguir regras”. A única “regra” que você deve seguir para seu blog ser um sucesso é a ortográfica e o resto fica por conta da sua imaginação.


Divirta-se blogando, porque só assim os outros se interessarão em ler você!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NOSTALGIAS...

Pois é... uma amiga e ex aluna postou no "face" (sempre o facebook... queimei a língua!) um trecho da letra de A noite do meu bem, música de Dolores Duran.

Então... quem se lembra de Dolores Duran?  Eu me lembro, ai, ai... Dizem que o segredo da felicidade é ter má memória. Será?

Enfim... esse post despertou a saudade daquela cantora, compositora, letrista e intérprete das melhores na MPB.  Uma moça que viveu apenas 29 anos.

Fui então ouvir composições dela e continuo encantada. As letras, embora bem tristes, são primorosas em termos de conteúdo e forma - português impecável (dá saudade mesmo... haja vista o que temos hoje, nossa!).

E a internet não perdoa: um link, outro link e por aí vai - deve ser o tal de hipertexto (que raiva, quando me lembro de certas coisas...). Deixa pra lá. 
Voltando ao assunto da Dolores, encontro esta letra - tristeza é pouco...:

Canção da Tristeza

Composição : Édson Borges/Dolores Duran

Que eu nunca mais escute
O som da tua voz
Que eu não te veja mais
Jamais
E que não me comova mais
O teu olhar
Que tudo teu em mim se vá
E mais além
Se eu te lembrar
Terá que ser assim
Com mágoa e dor
Que eu viva para sempre
A morte deste amor

"Mais uma composição de Dolores Duran, esta em parceria com Édison Borges, que não chegou a ser gravada por ela própria.
Quem o fez foi Morgana, em 1959, em seu segundo LP, sem título, lançado pela Copacabana. Desprezada pela mídia, Morgana teve uma morte trágica: tentou se matar com um tiro na boca e foi levada às pressas para o hospital. Ao despertar e perceber que estava sendo mantida por aparelhos, Morgana arrancou os tubos e faleceu ali mesmo, em 4/1/2000."

De arrepiar, credo!  Como pode, uma pessoa se sentir assim por desprezo da mídia ?  Que época, meu Deus!  E a moça cantava bem. Essa Morgana, de quem tenho uma vaga lembrança. Uma pena, mesmo. 




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FERIADO, ENCONTROS FAMILIARES, AGRADOS DE AMIGA


Pois é... muito para contar, ideias embaralhadas, coisas, coisas, coisas a fazer. Por que fazer tantas coisas?

Comendo pizza com a família toda: filha que mora e trabalha em BH, neto que mora e estuda no Rio, mais duas filhas e respectivas famílias. 
Tudo muito bom, tudo de primeira, incluindo o vinho.

O netinho mais novo - 11 meses - "lendo" o cardápio do restaurante em altos brados de felicidade (agh, uga, dá, dá, gooch, bãbã..);
a neta de 8 anos com o nariz colado ao Nitendo DS que o primo mais velho empresta  toda vez que aparece;
o neto de 12 anos - o mais quieto, parece mineirinho, de tão desconfiado... - é que me disse o nome  da coisinha que hipnotizou a prima.
O de 15 anos, muito vingativo,  com aquele sorriso irresistível, ao contar que tem gabaritado os testes de matemática e que ninguém duvide de sua capacidade, no momento um pouco aviltada pelos deslizes escolares próprios da idade. Mas quem é que duvida?
O neto de 22 falando de música e de medicina, feliz em demonstrar conhecimento e entusiasmo. Família ruidosa, barulhenta - heranças portuguesa, espanhola, italiana e que eu adoro.
Mistura intrigante de Família Buscapé, Família Trapo, A grande família, sei lá... comentário de um dos genros. Eu sempre concordo, que não sou besta...
Só não concordo quando querem porque querem que eu vá viajar com eles:  litoral paulista, capital nordestina e até Europa, sim senhor!
- Por que não vai com a gente, mãe? Ah, vamos...
E Manuel Bandeira na minha cabeça: que os caminhos dessa vida prenderam meus pés no chão.
- Vou não... Tô bem, gente!
Gosto do meu cantinho... já tô na idade de poder dizer não, sem culpas.
- Tô bem, gente, é a vez de vocês agora.

E mais os livros que a amiga Cláudia Lyra me mandou, via filha Liliane, sua amiga. Livros da Fal, aquela blogueira maneira - Drops da Fal - e que agora sei que o seu nome é Fábia Vitiello.
Estou ansiosa para começar a ler.

É... nos divertimos.

*            *            *

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

UNS DIAS ATRÁS...



Itatiaia, 29 de outubro de 2012 – segunda-feira,

Novamente sem acesso à internet desde ontem.  Motivo: deve ser o calor, ou ameaça de chuva, ou passarinho na antena, vai saber...
Não vou mais solicitar reparos ao provedor. Não resolve. Assim, volto às anotações no word para mais tarde – quando for possível – publicar no blog.

Estarei bem ocupadinha durante a semana. 
Feriado é sinônimo de reuniões e passeios em família. 
Filha e neto que moram em outras cidades sempre aparecem, o que é ótimo.
Além disso, compromissos sociais assumidos.

Minha casa está meio bagunçada. Não comentei ter levado um tombo há uns quinze dias e ainda estou com todo o lado esquerdo do corpo dolorido. A perna  está inchada e com aquela marca azulada de hematoma.

E mais esse joelho que ainda não sarou (o tombo, lembra?).  
E mais um sobrinho que nos diverte muito, dizendo que a mãe dele - minha irmã Stela, sempre comigo, sempre juntas - e eu precisamos de 'andador', de tanto que a gente cai... Jesus, que heresia, nem é tanto assim... hahaha!


Fui ao médico e parece que não tem nada de mais grave. Mas o trabalho mais pesado em casa teve que ser adiado. 
Ainda bem que não há mais aquela paranoia de quando somos mais jovens, de que tudo tem que estar limpo e arrumado.

Agora, já não me preocupo tanto. Posso fazer, tudo bem; não posso, tudo bem também.

Neste momento, eu deveria estar limpando a casa, mas não estou com pressa.

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