Música final da trilha sonora do filme 'Assassinato no Expresso Oriente'. (2017)
Eu li o romance do mesmo nome - no qual o filme foi inspirado - da autora Agatha Christie, mas não tinha visto no cinema. Lindo filme.
Gostei muito desta música também pela surpresa da bela voz de Michelle Pfeiffer, atriz que sempre admirei.
Nas páginas do facebook, recebi de um precioso ex aluno a gravação dessa música na voz de Frank Sinatra - magnífico, como sempre.
Por vários motivos, me emocionei muito.
Trago a gravação que eu ouvia há alguns anos. A também maravilhosa Barbra Streisand.
Se Eu Quiser Falar Com Deus Composição: Gilberto Gil Se eu quiser falar com Deus Tenho que ficar a sós Tenho que apagar a luz Tenho que calar a voz Tenho que encontrar a paz Tenho que folgar os nós Dos sapatos, da gravata Dos desejos, dos receios Tenho que esquecer a data Tenho que perder a conta Tenho que ter mãos vazias Ter a alma e o corpo nus Se eu quiser falar com Deus Tenho que aceitar a dor Tenho que comer o pão Que o diabo amassou Tenho que virar um cão Tenho que lamber o chão Dos palácios, dos castelos Suntuosos do meu sonho Tenho que me ver tristonho Tenho que me achar medonho E apesar de um mal tamanho Alegrar meu coração Se eu quiser falar com Deus Tenho que me aventurar Tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar Tenho que dizer adeus Dar as costas, caminhar Decidido, pela estrada Que ao findar vai dar em nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Do que eu pensava encontrar **
Hoje à tarde, chuvinha boa, silêncio, sossego, resolvi ouvir algumas músicas mais antiguinhas. Assisti a alguns vídeos - Cesária Évora, Nat King Cole e cheguei a Tim Maia. Vi seu último show e o impressionante é que, na ocasião, achei que havia algo estranho na apresentação dele. Ai, nem gosto de lembrar... por isso, hoje aqui em casa, me decidi pela regravação de "Me deu motivo" na voz da Adriana Calcanhoto.
Foi quando reparei no título da música (neste vídeo) e também como a Adriana canta.
Não é maluquice minha, não; acredito que Tim Maia tenha escrito "me deu motivo", mas o que a gente escuta é "me dê motivo".
Ou, talvez, 'me deu motivo" se encaixe melhor nas duas últimas partes, deixando a primeira como um pedido para que o relacionamento se resolva a partir da descoberta da falta de lealdade.
Sei lá, entendi assim ´primeiro porque os outros verbos estão todos no passado e também para não eliminar a linda transposição de sentido nos versos finais: me 'deu' motivo para ir embora; agora, procuro alguém que saiba "me dar motivo" para continuar amando.