terça-feira, 13 de junho de 2017

Barbra Streisand - Send In The Clowns

Nas páginas do facebook, recebi de um precioso ex aluno a gravação dessa música na voz de Frank Sinatra - magnífico, como sempre.
Por vários motivos, me emocionei muito.
Trago a gravação que eu ouvia há alguns anos.  A também maravilhosa Barbra Streisand.

sábado, 10 de junho de 2017

SALMO 37 - Bíblia Sagrada



1 Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
2 Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.
3 Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
4 Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.
5 Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele o fará.
6 E Ele fará sobressair a Sua justiça como a luz, e o Seu juízo como o meio-dia.
7 Descansa no Senhor, e espera Nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
8 Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.
9 Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.
10 Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.
11 Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.
12 O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes.
13 O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.
14 Os ímpios puxaram da espada e armaram o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reta conduta.
15 Porém a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.
16 Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios.
17 Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o Senhor sustém os justos.
18 O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.
19 Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão.
20 Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumaça se desfarão.
21 O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.
22 Porque aqueles que Ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por Ele amaldiçoados serão desarraigados.
23 Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e deleita-se no seu caminho.
24 Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.
25 Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.
26 Compadece-te sempre, e empresta, e a tua semente é abençoada.
27 Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.
28 Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os Seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.
29 Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.
30 A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo.
31 A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.
32 O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo.
33 O Senhor não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
34 Espera no Senhor, e guarda o Seu caminho, e Ele te exaltará para herdares a terra; tu O verás quando os ímpios forem desarraigados.
35 Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.
36 Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar.
37 Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz.
38 Quanto aos transgressores, serão um a um destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas.
39 Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.
40 E o Senhor os ajudará e os livrará; Ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam Nele.

(SALMO 37)

*            *           *

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Dani Black - Maior (Oficial) feat. Milton Nascimento



Eu sou maior do que era antes
Estou melhor do que era ontem
Eu sou filho do mistério e do silêncio
Somente o tempo vai me revelar quem sou

As cores mudam 
As mudas crescem
Quando se desnudam
Quando não se esquecem
Daquelas dores que deixamos para trás
Sem saber que aquele choro valia ouro
Estamos existindo entre mistérios e silêncios
Evoluindo a cada lua a cada sol
Se era certo ou se errei
Se sou súdito se sou rei
Somente atento à voz do tempo saberei

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

O piano

Do jornall 'Folha de S.Paulo', em 24 de março de 1995:

"O Teatro Municipal de São Paulo abre as portas hoje para o concerto inaugural de seu novo piano Steinway & Sons, recém-adquirido pelos Patronos do Municipal.
Quem escolheu o piano na sede da Steinway em Nova York foi o músico brasileiro Arnaldo Cohen, um dos pianistas de maior projeção no cenário internacional."
*
"Instrumento tem personalidade
ARNALDO COHEN 
ESPECIAL PARA A FOLHA

A imagem pode conter: área interna

Piano é como gente. Tem personalidade própria. Como escolher um?
Foi como entrevistar dez pessoas, sendo que somente uma conseguiria o emprego. 
À primeira vista, a tarefa se mostrava quase impossível, pois eram todos idênticos, decagêmeos da mesma mãe Dolores. E univitelinos! 
Pra completar, o nome dos dez era o mesmo: Steinway...

Com todos em forma, como soldados, iniciei a entrevista:
— Você é submisso e tem temperamento forte? Dois responderam "não". Pedi que se retirassem.
— Você consegue imitar tanto o som do tímpano quanto o da voz humana? Três "claro que não!" me fizeram respirar aliviado. Peraí: e se todos dissessem "não"?
Ainda restavam cinco.
— Você é capaz de ser um co-piloto numa viagem emocional através de terrenos áridos, florestas indevassáveis e rios turbulentos? Sem titubear? A resposta foi unânime: "sim". Pensei. "Oba, parece que o nível por aqui é realmente alto."
— Você pode transformar um suspiro numa explosão? Numa fração de segundo? Candidamente, mais três confessaram suas limitações.
Sobraram apenas dois candidatos. Cada um numa extremidade da sala e sempre em posição de sentido. Pedi que se aproximassem um do outro.
— Você tem senso de humor? Você chora? "Sim", "sim".
— Você será o amigo fiel nos momentos de dúvida? Companheiro na solidão do palco? "Sim", "sim".
— Jura obediência? Tem resistência física? Apesar de piano, você pode ser feminino? Consegue ser pai, mãe, irmão, amante e filho? "Sim", "sim".

A segurança com que eles enfrentavam essa prova de fogo fazia crescer ainda mais minha ansiedade. E se o fantasma do "unidunitê" tomasse conta de mim? Tentei a última cartada:
— Qual é o seu nome? O primeiro respondeu rápido: "Steinway". O segundo, com voz de sargento e me olhando fixo nos olhos, bradou com firmeza: "529.795, SIR!"
— O lugar é seu.
Lá fora fazia frio."

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sábado, 3 de junho de 2017

Amizade antiga


"Vista do entardecer em Angola, em 02.06.2017, lá são 4 horas de diferença daqui...
Janela de um jovem Oceanógrafo em trabalho de campo!"

"Um trecho do local dos estudos das correntes marítimas...
Estudos preliminares da Engenharia Oceanográfica - Angola - Luanda"

"Mais um pedacinho do litoral de Angola bem cedinho!
O oceanógrafo ainda não conseguiu ser turista por lá!"

sábado, 20 de maio de 2017

De 'lá' para cá... só tem piorado.

"Ressaca" horrorosa por causa das  notícias de ontem. Ainda estou tonta... 

1829 (mil oitocentos e vinte e nove) políticos envolvidos até o pescoço com propinas, fraudes, o diabo... Entre eles, claro, os que sempre aparecem como 'estrelas da corrupção'.

O Supremo Tribunal Federal indicia o Presidente do país a responder a inquérito

O povo de vinte capitais de estados foi para as ruas, numa espécie de surto coletivo após divulgação de áudios comprometedores envolvendo empresários da JBS e o Presidente Temer.  (vergonhoso)

Novamente manifestações.

Esses protestos não foram de todo pacíficos. Bombas de gás e de efeito moral. Confronto entre manifestantes e polícia.  
Atordoada, a população gritava por  "Impeachment" (como confiar em um Congresso Nacional  infestado?) e "Diretas já" (ignorando a Constituição). 
As (péssimas) notícias continuavam a ser divulgadas.

Confusão total na mídia. Jornalistas confusos, análises incompreensíveis, falhas na apuração dos fatos, enfim, uma balbúrdia. 

Poucas horas depois, mais sujeira, mais sujeita -  uma vala sem fim - e o mesmo povo se desencantou. Não quer mais saber. 
Não é mais possível aceitar que - havendo impeachment de novo - o Congresso tenha credibilidade para votar um novo presidente até as próximas eleições (eleições?!)

Hoje, silêncio absoluto da população. Todos estarrecidos.

Aguardando um desfecho - seja ele qual for.



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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Assunto do dia (pobre Brasil)

Recebido hoje, no facebook, 

ESCLARECIMENTO:- Prisão de Lula,a ratazana de esgoto !!

"Existe uma falsa expectativa de que no dia 10 o Juiz Sergio Moro , condene e prenda o Lula . Não acontecerá , nem uma coisa nem outra , pois a lei não permite . 
Ele será apenas ouvido sobre as acusações à ele imputadas, interrogado pelo Juiz e apresentará sua defesa . Nada mais do que isso , salvo se o meliante desacatar ou ofender a honra ou dignidade do Juiz .( prisão por desacato a autoridade). 

Depois dessa audiência , Moro terá que ouvir as 87 testemunhas arroladas pela defesa , com a finalidade de atrasar a sentença . A defesa do Lula recorreu da decisão do Moro para que o Lula tivesse presente nessas 87 audiências e TRF , deu ganho de causa ao Lula que ficou livre da determinação do Moro . 
Terminado o processo dos depoimentos das testemunhas e as demais formalidades , é que o Juiz vai sentenciar . 
Mesmo que for condenado , não será preso até o julgamento do seu recurso no TFR em Porto Alegre . Caso confirmada a sentença pela jurisprudência do STF ( condenação em duas instâncias o réu poderá ser preso ) porém , tendo Lula mais de 70 anos não irá para o presídio e cumprirá a pena nas condições que forem impostas pelo TFR , até o julgamento do STJ à quem irá recorrer . 
Caso não haja mais recurso , ele , confirmada a condenação , pelas razões expostas , cumprirá a pena em liberdade nas condições impostas pelo o STJ . 
A condenação , neste caso do Triplex e o armazenamento dos bens pagos pela Odebrecht só resultará de positivo , caso a condenação seja confirmada , na perda dos seus direitos políticos pelo tempo determinado pela condenação . Depois é que vão ser abertos os três outros processos em que foi declarado réu . 

Entendi necessário fazer esses esclarecimentos , para que não fiquem frustrados aqueles que não conhecendo o Código de Processo Penal, venham fazer um julgamento precipitado do Juiz Sérgio Moro . 
Por outro lado , salvo melhor juízo , o desejo de uma ampla parte dos brasileiros de verem esse criminoso nas grades do presídio , não tem amparo legal . 
Sabendo disso por seus advogados , é que esse marginal anda percorrendo o Brasil afirmando que jamais o prenderão ! 
Essa é a verdade decorrente da Lei Penal brasileira . Claro está que exequivel para os poderosos que podem contratar pelos milhões que nos roubaram grandes advogados com trânsito nos nossos Tribunais . 
O caso do José Dirceu é típico . Foi condenado a 31 anos de prisão em regime fechado e está lépido e fagueiro em liberdade condicional , morando em luxuosa cobertura em Brasília . 
Esqueçam portanto , no dia 10 o Lula não será nem preso , nem condenado , lamentavelmente !!!!"

(Autoria: Paulo KB · Florianópolis)
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Meu comentário:

Esclarecedor para os que desconhecem as mil artimanhas das Leis e da chamada Justiça - que pouco ou nada têm a ver com o exercício do  Direito . Mesmo porque a prisão do molusco não eliminaria ou remediaria o mal feito a todo o país.
Ele recberá, sim, a punição que não falha, a Divina, aquela na qual muitos não acreditam ou não se importam, mas que, se reparamos bem, já vem  acontecendo.
O 'bicho' aí nunca mais terá sossego.

O que temos aturado dos meios de comunicação esse tempo todo é um 'carnaval' de exibição de notícias que não levam a nada,
Esse tem sido o papel da mída brasileira na era da pós-verdade.
Tempo de revolta, de raiva mesmo, pelos desmandos, roubalheira, mentiras dos políticos, falta de vergonha geral. Como se não bastassem os acontecimentos cotidianos de violência e maus tratos ao povo brasileiro.

Ou seja, uma PALHAÇADA

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terça-feira, 9 de maio de 2017

"A sociedade precisa vigiar e atuar para que a verdade venha à tona"

JUAN ARIAS – “El País”, 18 dezembro 2015

A convulsão política que o Brasil vive, com suas tramas, conjurações e acusações lançadas entre os diversos protagonistas, já aparece refletida em textos antigos.

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O rei Salomão cunhou na Bíblia a sentença: “Não há nada novo sob o sol”. Isso já faz milhares de anos. 
Hoje, quando os acontecimentos do mundo e a crise no Brasil nos assombram e surpreendem como se fossem novos, todos nós precisaríamos, e ainda mais os políticos que nos governam, conhecer melhor alguns episódios da história e a literatura do passado, para entender melhor o que acontece ao nosso lado.

Na literatura de mais de 2.000 anos atrás já encontramos o pingue-pongue de mentiras e verdades cruzadas entre os protagonistas e as biografias contrapostas de santos e vilões.

Parecem significativas, por exemplo, as Catilinárias do senador, jurista, político, escritor e orador romano Marco Tulio Cícero e as parábolas evangélicas do sábio e inconformista pregador judeu Jesus de Nazaré.

Ambas as experiências político-religiosas de mais de vinte séculos atrás hoje adquirem força e atualidade.

Cícero foi uma peça chave contra Catilina, o senador populista, com vocação de ditador, ansioso por acumular todo o poder se valendo dos plebeus a quem tentava perdoar todas as dívidas. Desmascarou-o com a força das suas famosas Catilinárias, cujo eco permanece vivo na História de hoje.

Com sua oratória, o senador e escritor derrotou Catilina, que precisou ir embora de Roma, refugiando-se em Pistoia, e cujos sequazes acabaram vencidos e dispersados.

As primeiras palavras da mais famosa das Catilinárias, “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?”, foi uma pergunta gritada no plenário do Senado Romano contra seu adversário.

Incriminou-o assim:

“Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós a tua loucura? A que extremos se há de precipitar a tua audácia desenfreada? (….) Nem os temores do povo, nem a confluência dos homens honestos, neste local protegido do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada consegue te perturbar? Não percebes que teus planos foram descobertos? Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem? Quem, entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?

O tempora, o mores! [Oh, tempos, oh, costumes!]”.

Existe hoje uma autoridade como a de Cícero para falar com convicção e eficácia aos responsáveis pelo Congresso e do Governo nacional, e para lhes perguntar, como fez há 2.000 anos o senador a Catilina: “Até quando pretendem abusar da nossa paciência?”?

Cem anos depois das Catilinárias de Cícero, outro personagem que também deixou sua marca na História, o profeta judeu Jesus de Nazaré, também provocou os fariseus, considerados os políticos puros, zelosos da lei, que usavam o poder contra seus adversários enquanto levavam uma vida dupla. Jesus, que os qualificou de “hipócritas”, os recriminou por colocarem sobre as costas das pessoas “pesos que elas não conseguem carregar”.

Gritava-lhes seus anátemas, desconcertando-os com suas enigmáticas parábolas. Uma delas atravessou os séculos como uma provocação aos que pretendem usar suas biografias de homens probos contra os considerados pecadores, admoestando aos primeiros a atirarem a primeira pedra contra quem pretende julgar os outros.

A mais clássica dessas parábolas é a do fariseu e do publicano [coletor de tributos]. O evangelista Lucas (18: 9-14) a transmitiu com a seguinte introdução: “Aos que se consideravam justos e menosprezavam os outros, Jesus lhes disse esta parábola”.

Em síntese: dois homens entram em um templo para orar. Um era um fariseu, pessoa pura, e o outro um publicano, considerado por isso mesmo ladrão e pecador.

O fariseu, arrogante, em pé, para ser mais bem visto, agradecia publicamente a Deus porque, dizia, “não sou como os outros, ladrão, injusto, adúltero, nem como esse publicano”.

O coletor de impostos, meio escondido ao final do templo, com os olhos baixos, rezava dizendo: “Deus, compadecei-vos deste pecador”.

Jesus, o provocador, contou: “O publicano saiu do templo perdoado, e o fariseu, julgado”. Como assim? Jesus explicou que quem se gaba de ser justo acabará derrotado, e quem confessa ser pecador sairá vitorioso. Outra forma de traduzir isso seria dizer que quem é incapaz de reconhecer seus erros acaba derrotado, pois são mais perdoados aqueles que se mostram capazes de admitir que erraram.

Os sábios, antigos e modernos, nos ensinam que as coisas, na política e na vida, nem sempre são tão evidentes como acreditamos ou como tentam nos impor. A realidade é sempre mais complexa do que parece.

Para entendê-la, sem nos deixarmos levar por miragens, é necessário, também hoje, saber decifrar em cada fato e em cada confissão dos políticos o que suas palavras escondem de verdade ou de mentira.

Lembram-se das máscaras gregas?

A sociedade precisa vigiar e atuar para que a verdade venha à tona, para arrancar as máscaras de quem pretende, como diz o ditado, “nos dar gato por lebre”.

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mais uma...

A greve do feriadão é talvez a grande piada dos últimos tempos, que está desmoralizando os sindicatos e movimentos que estão fazendo um ato puramente político e, mais vergonhosamente, próximo a um feriado prolongado.
**

O Estadão fez um editorial intitulado “A greve do feriadão”, que merece ser lido na íntegra:

Uma “greve geral” marcada para coincidir com a véspera de um feriado prolongado, encompridando-o um pouco mais, traduz bem o espírito dos organizadores desse movimento. 
Os chefes das centrais sindicais que convocaram a paralisação certamente esperam que a adesão seja alta, entre outras razões, porque muita gente vai considerar a “greve” uma oportunidade de antecipar a folga. 
Como ergofóbicos que são, esses sindicalistas conhecem o valor de uma boa desculpa para não ir trabalhar.
E a desculpa da vez são as reformas promovidas pelo governo de Michel Temer, especialmente a trabalhista e a previdenciária. 

A desonestidade dessa campanha sindical, orquestrada pelo PT, é evidente por si mesma. O partido que governou o Brasil por mais de uma década e é diretamente responsável pelo colapso da economia – sem falar do colapso moral – lidera um movimento destinado justamente a sabotar as únicas soluções possíveis para a crise que os próprios petistas criaram.

Para que o deboche seja completo, o PT, ao mesmo tempo que está organizando a tal greve, tratou de lançar um “plano econômico”, batizado de Seis Medidas Emergenciais para Recuperação da Economia, do Emprego e da Renda. 
Lá estão, uma a uma, as mesmíssimas medidas que condenaram o Brasil a três anos de profunda recessão, que quase levaram o Estado à bancarrota e que criaram mais de 13 milhões de desempregados.

Os petistas dizem que querem, entre outras coisas, “fortalecer empresas brasileiras para gerar empregos de qualidade”, isto é, voltar a privilegiar empresas amigas do governo; “aumentar o comércio Sul-Sul, principalmente os Brics”, impedindo, por questões ideológicas, que o Brasil faça acordos comerciais muito mais vantajosos; e “investir em infraestrutura para uma economia dinâmica e eficiente”, o que, no governo petista, equivaleu a destinar bilhões de reais para projetos superfaturados que mal saíram do papel. 

Além disso, o PT pretende “recuperar as empresas de construção civil”, ou seja, dar uma mãozinha aos sócios empreiteiros hoje enrascados na Lava Jato, e também quer “recuperar o papel central da Petrobrás”, impedindo – atenção – “a fragmentação, destruição e privatização da Petrobrás”, como se a estatal não tivesse sido rapinada e arruinada justamente pelos petistas.

A desfaçatez é, portanto, total. 

O PT, fragorosamente derrotado nas urnas e expelido do poder por ter legado à Nação uma crise econômica sem precedentes e um descomunal escândalo de corrupção, acredita-se em condições morais de denunciar um governo que, a duras penas, luta para consertar uma parte desse estrago. E é espantoso que haja quem, por vício sindical ou político, aceite engrossar esse movimento, deixando de refletir sobre os efeitos nefastos que a rejeição das reformas de Temer teria para o conjunto da sociedade.

Até mesmo algumas escolas particulares de São Paulo decidiram apoiar o movimento grevista de seus professores, em vez de lhes cortar o ponto pela falta, em claro desrespeito aos que pagam mensalidade em troca do serviço. 

Uma das escolas, resumindo o espírito que presidiu tão esdrúxula decisão, argumentou que as reformas foram encaminhadas “sem o debate qualificado” – como se o Congresso não fosse o local legítimo desse debate.

A maioria dos trabalhadores que deixarão de cumprir expediente amanhã, contudo, será formada não por grevistas, mas por funcionários que não conseguirão chegar ao trabalho em razão da paralisação do transporte público. O mesmo vai acontecer com os estudantes, que deixarão de ir à escola não apenas pela falta de transporte, mas porque muitos professores aderiram à greve.

Tudo isso, caso se confirme, tende a dar a falsa sensação de que a “greve geral” é mesmo geral, isto é, que mobilizou grande parte dos trabalhadores para protestar contra as reformas encaminhadas pelo governo.

Num Congresso acuado por denúncias de corrupção e pela perspectiva de grandes e radicais renovações nas eleições de 2018, essa atmosfera pode definir votos contra as mudanças. 
Ao governo cabe manter a firmeza de propósitos, sem se intimidar pela delinquência daqueles que usam os “direitos do trabalhador” para golpear os trabalhadores pelas costas.


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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fazer o quê?

Parafraseando  uma postagem de hoje no facebook:

Eu também não pedi para ser brasileira, mas tô aqui..."aguentando o tranco" e "segurando a onda".

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